Sua música, seu rítmo

Aperte o PLAY

Deoclecio Duarte propõe reconhecimento de Foz do Iguaçu como metrópole trinacional

Metrópole trinacional Foz do Iguaçu Deoclecio Duarte
Imagem: Assessoria

Compartilhe:

Empresário defende nova visão da cidade em Brasília e Curitiba diante de uma região que reúne 1 milhão de habitantes e PIB superior a R$ 80 bilhões

O empresário Deoclecio Duarte, em entrevista ao canal JNT, colocou em pauta um dos temas mais estratégicos para o futuro de Foz do Iguaçu: o reconhecimento da cidade como centro de uma metrópole trinacional, reunindo municípios do Brasil, Paraguai e Argentina em um eixo integrado de desenvolvimento econômico, social e logístico.

A proposta ganha respaldo em dados técnicos apresentados no estudo “Foz em Números”, elaborado pela Associação Comercial e Empresarial de Foz do Iguaçu (ACIFI), que evidencia a força da região de fronteira. Em um raio de 50 quilômetros, o território reúne 11 municípios — quatro brasileiros, cinco paraguaios e dois argentinos — totalizando cerca de 1 milhão de habitantes, além de uma população flutuante estimada em 400 mil pessoas. Esse conglomerado soma um PIB de R$ 82 bilhões, consolidando a região como a segunda maior força econômica do Paraná, atrás apenas da Região Metropolitana de Curitiba.

Para Deoclécio, os números escancaram uma realidade ainda não reconhecida oficialmente pelos governos estadual e federal. “Foz do Iguaçu é vista nos governos, lá em Curitiba e em Brasília, como uma cidade de 300 mil habitantes, mas os serviços que nós prestamos são para uma cidade de um milhão de pessoas”, afirma.

Segundo ele, essa diferença impacta diretamente no volume de recursos, especialmente em áreas sensíveis como a saúde pública, que atende não apenas moradores locais, mas toda a população da tríplice fronteira.
“Nós vivemos num conglomerado. Uma cidade está ligada à outra, uma depende da outra. Não tem como fugir disso”, destaca.

A proposta parte justamente desse entendimento: Foz do Iguaçu não pode mais ser analisada de forma isolada, mas sim como o núcleo de uma região integrada e dinâmica.

A proposta da metrópole trinacional, segundo Deoclécio Duarte, vai além de um conceito: trata-se de um novo modelo de planejamento, capaz de alinhar desenvolvimento econômico, integração internacional e melhoria na qualidade de vida da população. Como pré-candidato a deputado estadual pelo PL, ele entende que a cidade precisa aumentar a representatividade na Assembleia Legislativa com mais força política para assegurar esse reconhecimento. “Nós precisamos ter um olhar amplo sobre Foz do Iguaçu e aproveitar toda essa posição estratégica que temos. É fundamental aumentar a representatividade, ter mais deputados e que busquem esse reconhecimento e também dialoguem com os parlamentos de fronteira no Paraguai e na Argentina”, argumenta.

Potencial logístico

Além do aspecto populacional, Deoclecio Duarte chama atenção para o potencial logístico da cidade, considerada um dos principais corredores de circulação de mercadorias da América do Sul. Atualmente, grande parte da produção que atravessa a fronteira segue para outros centros sem gerar valor local.
“Hoje, Foz do Iguaçu é apenas um corredor. A matéria-prima vem do Paraguai ou da Argentina, faz os trâmites e vai embora”, explica.

Diante desse cenário, ele defende políticas públicas que incentivem a industrialização e a retenção de riquezas no município.“Nós precisamos fazer com que esse produto não apenas passe por Foz, mas que fique aqui, seja transformado aqui e tenha valor agregado aqui”, pontua.

Infraestrutura regional

O avanço da infraestrutura regional reforça esse potencial. Obras como a Perimetral Leste, a nova ponte de integração com o Paraguai e a modernização do porto seco — o maior da América do Sul — devem ampliar significativamente o fluxo logístico nos próximos anos.

Outro ponto defendido por Deoclécio é a atualização da legislação municipal para atrair novos investimentos industriais, considerada por ele defasada há mais de duas décadas. “Tem muitas empresas que querem se instalar em Foz do Iguaçu e não conseguem porque determinadas atividades não foram previstas na lei antiga e outras sequer existiam naquela época. Nós precisamos atualizar a nossa lei para esses nova e moderna realidade”, afirma.

Com crescimento econômico acima das médias estadual e nacional — 183,4% em dez anos — e aproximadamente 20 mil empresas ativas, (além das MEIs) Foz do Iguaçu reúne, segundo o empresário, todas as condições para assumir protagonismo ainda maior no cenário regional.

Fonte: GDIA

Compartilhe: