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PF deflagra segunda fase da operação Falsa Promessa no Oeste do paraná

PF deflagra segunda fase da Operação Falsa Promessa no Oeste do Paraná
Imagem: Assessoria/PF

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Ação apura tráfico internacional de mulheres para fins de exploração sexual, redução à condição análoga à de escravidão, rufianismo e manutenção de casa de prostituição.

Foz do Iguaçu/PR – A Polícia Federal deflagrou, na tarde desta sexta-feira (29/05), a segunda fase da Operação Falsa Promessa, em Santa Helena/PR e Entre Rios do Oeste/PR.

Foram cumpridos 2 mandados de busca e apreensão no distrito de São Clemente, município de Santa Helena/PR, além de 1 mandado de prisão preventiva e ordens judiciais de interdição cautelar de 3 estabelecimentos comerciais localizados em São Clemente e em Entre Rios do Oeste/PR.

A investigada presa preventivamente é apontada como uma das principais responsáveis pelos estabelecimentos utilizados para exploração sexual das vítimas. Ela estava detida na Delegacia da Polícia Civil de Santa Helena/PR e foi encaminhada à Delegacia da Polícia Federal em Foz do Iguaçu/PR.

A investigação apura a atuação de grupo criminoso dedicado ao aliciamento de mulheres estrangeiras em situação de vulnerabilidade, sobretudo paraguaias e argentinas, para exploração sexual no Brasil. As vítimas seriam atraídas mediante falsas promessas e, ao chegarem ao país, passariam a ser submetidas a dívidas fraudulentas, intimidações, restrições de liberdade e retenção de documentos.

Também há indícios de apropriação integral ou parcial dos valores obtidos nos encontros sexuais, além da retenção de documentos de identidade, inclusive de uma criança.

A segunda fase da operação foi deflagrada após a identificação de que vítimas estariam sendo transferidas entre os estabelecimentos investigados, com o objetivo de dificultar sua localização e eventual resgate.

Na operação, oito mulheres paraguaias foram resgatadas, além de três crianças, sendo uma delas uma bebê de colo. A dona das boates foi presa e as três casas foram fechadas e interditadas. Quatro mulheres, vítimas de exploração sexual, preferiram permanecer no Brasil para ingressar no programa de acolhimento. As demais resolveram regressar ao Paraguai, tendo o seu retorno efetivado com o apoio do consulado.

Por ASSESSORIA

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